Tendências tecnológicas para o Varejo

Nos últimos anos, os empresários do setor varejista têm investido fortemente em soluções integradas de gestão empresarial. Tanto que os principais fornecedores de TI do Brasil e do mundo têm desenvolvido soluções de ERP, CRM, Business Intelligence e outras exclusivamente voltadas para este segmento.

A SAP, parceira da ITS Group, por exemplo, oferece um conjunto de softwares de gestão chamado SAP for Retail, que é totalmente centrado na experiência do consumidor. Os sistemas vão do marketing ao omnichannel (multicanal) para abranger desde o ponto de venda (PDV) até o comércio online, tudo de forma integrada. As soluções otimizam a administração dos negócios, da compra e venda de mercadorias até a cadeia de suprimentos. E na opinião dos especialistas, há uma série de tendências que começam a despontar como promessas para potencializar os resultados do setor.  Veja algumas:

Computação em nuvem: disseminação da tecnologia em empresas de todos os portes

Depois de vencer a desconfiança, a computação em nuvem já está consolidada como forte fator de redução de risco técnico, ganho de custo-benefício e escalabilidade tecnológica também no Varejo. A IDC aponta que os investimentos em Cloud na América Latina devem girar em torno de 3,6 bilhões de dólares, sendo boa parte destes gastos no Brasil.

Entre os ganhos trazidos pela computação em nuvem para o Varejo estão a redução de custo dos sistemas e o desenvolvimento de apps móveis que facilitam a inovação e a competitividade.

Outro ponto que merece destaque é a segurança da informação. Com a computação em nuvem, os varejistas deixam de se preocupar com o montante de dinheiro que precisam despender para manter seus dados seguros na infraestrurura interna. O armazenamento na nuvem transfere para o provedor de serviços de Cloud a responsabilidade de manter as informações das empresas do setor seguras, especialmente quando se trata de transações financeiras e dados sensíveis dos clientes (cartão de crédito, cadastros etc).

Big Data: análises de dados para entender o comportamento dos clientes e mapear a concorrência

O Big Data, termo usado para os esforços de lidar com a quantidade exponencial de dados gerados pelas empresas e pelos consumidores, também é uma tendência tecnológica que já oferece benefícios ao Varejo.

A combinação de soluções que vão de CRM a BI, passando por ferramentas de análise de dados com uma cultura analítica, tem trazido mais inteligência competitiva aos lojistas. A partir da análise de padrões de comportamento nas redes sociais, por exemplo, os lojistas podem entender as necessidades de seus clientes e obter insights para lançar produtos e ofertas sob medida para nichos específicos. Da mesma forma, nunca foi tão fácil mapear as ações e intenções da concorrência como agora, graças à facilidade de agrupar e analisar milhões de dados em poucos minutos.

Internet das Coisas: tudo conectado à rede

A Internet das Coisas (Internet of Things — IoT) também desponta como uma tendência tecnológica que será muito útil ao varejo nos próximos anos. Este termo remete à utilização de aplicativos e sensores que podem tornar qualquer objeto ligado à internet. Assim, inúmeros eletrodomésticos conectados já são vendidos, o que está em total consonância com os anseios dos consumidores também hiperconectados.

Mas a Internet das Coisas não diz respeito somente à venda de objetos conectados. O Varejo também pode se valer deste conceito para fazer aplicações inteligentes em ações de marketing. Os chamados Beacons — dispositivos que transmitem mensagens e captam dados de smartphones — já estão sendo incorporados às lojas para melhorar a experiência dos consumidores e aumentar as vendas, por exemplo.

Mobilidade: pagamentos móveis como a promessa de otimização das vendas

Mobile Payment. Este termo está ganhando cada vez mais força entre os varejistas. Ele se refere a aplicativos que facilitam o pagamento e garantem mais segurança às transações financeiras. Com um app de Mobile Payment, o consumidor não precisa fazer pagamentos à vista ou com cartão de crédito. Ele pode simplesmente aproximar seu smartphone (devidamente desbloqueado) a uma máquina e realizar suas compras.

De acordo com a Fenabran, o número de transações realizadas via smartphone no Brasil saltou de 4,7 bilhões para 11,2 bilhões entre 2014 e 2015, o que mostra que os consumidores brasileiros já estão preparados para realizar seus pagamentos via apps mobile.

Como você e seu negócio estão lidando com os desafios do varejo brasileiro? Como têm empregado a tecnologia para atravessar este momento delicado da macroeconomia nacional? Deixe seu comentário.V

Christian Mendes
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