Sete pontos críticos na Gestão do Transporte de Cargas

Um sistema de transporte eficiente e otimizado, por exemplo, contribui para aumentar a concorrência no mercado, elevar as economias de escala de produção e reduzir os preços dos respectivos produtos. O transporte exerce um papel importante na cadeia de suprimentos, pois os produtos raramente são fabricados e consumidos no mesmo local. Neste artigo, fazemos referência a sete pontos críticos que empresas e gestores devem atentar para uma melhor gestão do Transporte de Cargas.

A INDIFERENÇA

O Transporte é, geralmente, o elemento mais importante nos custos logísticos para a maioria das empresas. A movimentação de fretes absorve entre um e dois terços do total dos custos logísticos. Ficar INDIFERENTE a um modelo de gestão consolidado e controlado, é mitigar a possibilidade de constituir um sistema de transporte eficiente e com custos reduzidos, impactando diretamente nos resultados de satisfação dos clientes, assim como na relação de rentabilidade dos negócios.

A ENTROPIA

Essa expressão pode muito bem ser utilizada como um antônimo de SINERGIA, sendo essa uma expressão muito bem utilizada nos últimos anos para indicar a importância de se constituírem sistemas integrados de gestão com a máxima otimização de recursos para o atendimento de atividades comuns ao mesmo objetivo. Sendo assim, a falta de sinergia no planejamento da Gestão do Transporte de Cargas pode gerar um elevado grau de desorganização, tendo como consequência a falência do sistema operacional.

GERINDO A CONSEQUÊNCIA

A gestão do Transporte de Cargas deve ser realizada buscando total integração dentro das empresas, pois seus gestores necessitam de sistemas de informação e indicadores precisos para melhor tomada de decisões. Porém, alguns gestores se baseiam em referências que medem CONSEQUÊNCIA e não o quanto está sendo efetivo para EVITAR um mau gerenciamento do custo em si. Gestores devem entender o conceito diferenciando indicadores conforme a relação de cada com o impacto financeiro no CAIXA da empresa, se utilizando de base o budget para determinada despesa dentro do período especificado.

O FATOR “ISSO SEMPRE FOI ASSIM!”

“Isso sempre foi assim! Pra que mudar?”. Acredito que já tenha escutado algumas vezes isso. Os responsáveis pela Gestão no Transporte de Cargas precisam buscar referências, executando mudanças quando sentem que a relação sobre o custo de frete está esgotada. O embarcador deve ponderar os trade offs entre os custos de transporte e estoque, assim como custo de transporte e responsividade ao cliente. Alterar o sistema de gestão demanda buscar um maior entendimento sobre pontos críticos nessa relação entre custos, pois muitas vezes a empresa está com foco em determinado objetivo que não está alinhado com a sua estrutura potencial na operação. A mudança torna-se essencial.

A FALTA DE PADRÃO

Processos padronizados possibilitam melhor acompanhamento para tomadas de decisões, principalmente por haver necessidade de se monitorar problemas para que sejam tomadas ações pontuais e objetivas, eliminando desperdício de tempo na resolução de determinadas questões. A padronização deve ser referência para os gestores entenderem que a Rede de Transporte de Cargas de cada empresa deva ser um NEGÓCIO bem definido. Quando falamos em Rede de Transporte de Cargas não estamos nos referindo somente ao transporte rodoviário, mas sim a todas as composições que um determinado tipo de negócio demanda para uma melhor SINERGIA dos modais em busca do melhor custo efetivo.

UM CONTROLE FINANCEIRO INEFICIENTE

Uma das atividades mais críticas na gestão das atividades do Transporte de Cargas é justamente a parte que compete a validação dos valores contratados para os serviços de terceiros. Grande parte das empresas possuem controles “manuais”, ou seja, a responsabilidade está totalmente alocada em determinado funcionário que realiza uma conferência por intermédio do Excel sem qualquer referência firme com a tabela de frete negociada com o respectivo transportador. É imensurável o risco da empresa em efetuar pagamentos indevidos graças a esse tipo de processo, comprometendo totalmente a relação de custos operacionais para a empresa.

A FALTA DE UM SISTEMA DE GESTÃO APROPRIADO

Qualquer pretensão de se gerenciar uma cadeia de transporte bem projetada, com um alto grau de responsividade e baixo custo operacional, sucumbe ao fato de não se administrar todos os processos por intermédio de um adequado Sistema de Gestão de Transporte (TMS – Transportation Management System). Essa ferramenta permite que o embarcador tenha total controle de sua operação, prezando pelo atendimento qualificado ao seu cliente e respeitando a ordem financeira da empresa que é a de prover lucro aos seus acionistas.

Um sistema de transporte consolidado e controlado permite que a organização goze de uma atividade funcional que refletirá totalmente em resultados positivos na operação dos seus serviços.

Domênico Meneguzzi
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