Sem sistemas inteligentes de gerenciamento não há Indústria 4.0

Parece estranho pensar que todo este universo tecnológico vivido por nós atualmente será, num futuro não muito distante, algo considerado superado, pré-histórico. Sabe aquela impressão que temos ao ler um livro de Machado de Assis ou F. Scott Fitzgerald, onde são descritos cotidianos e tecnologias totalmente diferentes de hoje? Fazendo um comparativo com nosso tempo, dá para imaginar o quanto seremos vistos como atrasados pelas próximas gerações. Isso porque as inovações surgem de forma exponencial. É aquela coisa: tecnologia gera mais tecnologia e assim por diante.

E se no dia a dia as mudanças são muito rápidas para nós, pessoas comuns, para a indústria não é diferente. Aliás, é ela justamente quem se antecipa, com novos produtos e serviços, gerando tendências e consumo. É questão de sobrevivência e não uma tese de algum guru de mercado. Acompanhar essa transição é uma imposição.

Indústria 4.0

Mas, refletindo bem sobre isso, não é uma situação tão diferente do ocorrido desde o final do século XIX. Pense bem como foi o momento em que surgiram e evoluíram as máquinas a vapor. Ou quando Henry Ford introduziu a linha de montagem no início do século XX. Ou ainda quando o computador foi inserido no chão de fábrica nos anos 1970, resultando na automatização de processos.

Agora, vivemos uma nova onda de que você já deve ter ouvido falar: Indústria 4.0 (veja o infográfico neste post), um nome usado pela primeira vez em 2011, na Feira de Hanôver, na Alemanha. É o que estão chamando de “quarta revolução industrial”, caracterizada por sistemas fabris inteligentes, nos quais equipamentos são interligados em uma mesma rede de transmissão de dados, possibilitando que interajam entre si, independentemente da intervenção humana. Tudo isso dispondo de elementos bem atuais das tecnologias da informação e comunicação, como Internet das Coisas (objetos, máquinas e equipamentos interligados à Internet) e Big Data (grande conjunto de dados armazenados). Para quem não está familiarizado parece coisa de filme de ficção científica, mas não é. Há especialistas espalhados no mundo inteiro em universidades, empresas e outras instituições trabalhando diariamente para que a Indústria 4.0 se torne realidade.
O interessante de inovações como essas é a sua utilização em outras atividades para além da manufatura, como vendas e serviços ao cliente.

O papel dos sistemas de gerenciamento

Mas como assim? O que significa equipamentos interagirem entre si, independentemente da intervenção humana? É simples. Assim como ocorre com aplicativos móveis de GPS, como Waze, que capturam informações em tempo real e definem rotas mais rápidas, existem sistemas de gerenciamento fazendo com que as máquinas “conversem” entre si e deem continuidade ou mudem rotas de produção. E esse é um ponto importante: o papel dos sistemas de gerenciamento na implantação da Indústria 4.0 nas empresas.

Como exemplo de um sistema próprio para isso, a SAP unificou seu portfólio de soluções Internet das Coisas (IoT), apresentando ao mercado a solução SAP Leonardo, que possui um conjunto de recursos para otimizar processos produtivos. É uma suíte que gerencia conexões com todos os tipos de dispositivos, com alto volume de dados.

Para a implantação de sistemas, como o SAP Leonardo – além da valorização do capital humano –, a ITS Group oferece uma consultoria especializada em fazer um diagnóstico preciso sobre as necessidades das empresas. Com profissionais altamente qualificados para projetos dessa natureza, a ITS Group pode dar todo o suporte necessário para a tecnologia acontecer na sua empresa.

Eliziel Rodrigues
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