IoT: oportunidades para o Brasil e para o seu negócio

Uma pesquisa da IDC realizada com os decisores em 150 organizações do Brasil, em 2015, sugere que 93% das empresas já estabeleceram políticas de inovação, mas apenas 7% têm projetos envolvendo Internet das Coisas. Apenas 23% dos executivos que responderam ao levantamento se disseram familiarizados com o conceito. Ainda assim, de acordo com a IDC, o mercado brasileiro de Internet das Coisas já gera 3 bilhões de dólares ao ano, fornecendo oportunidades para a implementação da tecnologia principalmente em manufatura, varejo, logística e governo.

Progressos em solo brasileiro

Algumas empresas já anunciam grandes projetos envolvendo IoT. A Ericsson anunciou uma parceria de pesquisa no desenvolvimento de produtos e serviços da Internet das Coisas e 5G com a América Móvil no Brasil. Nokia Networks e a Portugal Telecom também já sinalizaram a criação de uma parceria no desenvolvimento de projetos de IoT no Brasil.

Em 2014, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) organizou o Seminário Internacional Internet das coisas: Oportunidades e Perspectivas para o Brasil na Nova Revolução Digital. Nascia aí um dos primeiros movimentos governamentais neste sentido.

O evento recebeu especialistas de vários países, executivos nacionais e internacionais de alto nível e representantes do governo brasileiro, da comunidade europeia e de Taiwan. O objetivo do encontro foi promover a troca de experiências e visões sobre o futuro da questão, que é uma das tendências mais importantes do século 21. Entre as resoluções, chegou-se a conclusão de que o País deve correr para cobrir ao menos 95% de seu território gigantesco com fibra ótica, investir em redes e potencializar a educação em torno das novas tendências tecnológicas, sobretudo no âmbito digital.

Incentivo ao desenvolvimento

Em maio de 2016, o Governo Federal lançou, em parceria com a Universidade Federal do Ceará, a Plataforma IoT — Estrutura Aberta de Tecnologias para Internet das Coisas e suas Aplicações, que contará com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) e será desenvolvido pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD).

A estimativa é desenvolver tecnologias – agrupadas pelos termos Internet das Coisas e comunicação Máquina a Máquina (M2M) – destinadas a aplicações em Cidades Inteligentes, com foco em segurança pública, mobilidade urbana, saúde e educação, dentre outros segmentos.

Mas há também iniciativas privadas no âmbito da IoT. E elas buscam colocar as empresas no eixo mundial da transformação digital para aproveitar ao máximo oportunidades inovadoras de interação com os clientes, otimização dos ciclos de negócios e redução de custos operacionais. Entre as principais oportunidades da conexão dos mais variados artefatos, podemos destacar as seguintes:

Automação de equipamentos

Máquinas nas indústrias, eletrodomésticos, móveis, imóveis. Com as combinações tecnológicas da IoT, a automação pode fazer com que diversos tipos de equipamentos tenham desempenhos mais inteligentes. Sem a intervenção humana, estes produtos podem, por exemplo, operar, fazer paradas estratégicas e informar a necessidade de manutenções de forma segura e autônoma.

Melhorias na experiência do usuário

A transformação digital trouxe para as mãos das pessoas comuns as mais variadas formas de comunicação online. E agora, as empresas estão disputando a atenção de consumidores, amplamente conectados, e que têm a seu dispor uma gama muito grande opções (a concorrência é global).

Para se ter uma ideia: produtos, embalagens e brindes, se conectados à web podem tornar a experiência destes novos consumidores mais inovadora e interessante. E assim, as empresas fornecedoras podem captar dados para entender o comportamento de seus consumidores e obter insights para criar ofertas e serviços mais aderentes ao mercado.

Melhorias da eficiência operacional

A Internet das Coisas utiliza dados em tempo real a partir de sensores para monitorar e melhorar a eficiência dos processos, reduzir os custos de intervenção e de energia humana. Todos os dados obtidos podem ser utilizados para minimizar o tempo de inatividade devido à manutenção, de inventário, bem como o tempo de entrega de produtos ao mercado.

Proteção e segurança de pessoas e do patrimônio

Além de resolver as situações mais rapidamente em coordenação com várias equipes, a Internet das Coisas permite que as empresas melhorem a segurança no trabalho e proteção contra ameaças físicas usando sensores e câmeras de vídeo, entre outros objetos conectados.

Rapidez na tomada de decisão

As organizações podem usar as informações operacionais em tempo real para tomar decisões de negócios com mais agilidade e assertividade, reduzindo custos operacionais. A Internet das Coisas ajuda a distribuir inteligência e priorizar todas as decisões de negócios.

Qual sua opinião sobre a IoT no cenário brasileiro? Deixe seu comentário.

Eliziel Rodrigues
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