A influência da tecnologia no engajamento de colaboradores

O rápido avanço da tecnologia tem provocado mudanças significativas nas principais demandas e exigências da sociedade e do mercado. De fato, profissionais e empresas estão cada vez mais conectados e essa condição pode afetar diretamente os índices de produtividade e de engajamento de colaboradores.

A tecnologia se tornou uma necessidade básica para o universo corporativo, podendo ser aplicada com diversas finalidades — para automatizar processos, agilizar a comunicação interna, multiplicar conhecimento, fortalecer o relacionamento com os clientes, reduzir despesas e, claro, aumentar a eficiência total.

Entretanto, é preciso lembrar que boa parte da força de trabalho já é composta pelas gerações Y e Z —consumidores vorazes de dispositivos e aplicativos. Esse grupo costuma ter prioridades diferentes, valorizando o próprio bem-estar, o horário flexível, a mobilidade, o home office, as oportunidades de ascensão, o feedback construtivo, a remuneração variável, a meritocracia e, em especial, os recursos tecnológicos.

Assim sendo, alguns dos pontos críticos dessa gestão são a oferta de inovações, a preparação de líderes acessíveis e competentes e o fortalecimento da cultura e dos valores da empresa.

Por isso, é fundamental investir na flexibilidade, na criatividade e na transformação digital para conquistar o comprometimento de todas as equipes. E, para tanto, o RH deve assumir um papel de destaque na gestão do capital humano.

Informação para um RH estratégico

Uma tendência que vem ganhando espaço dentro dos RHs é a utilização de sistemas integrados. Hoje, os bancos de dados tradicionais já estão sendo substituídos por softwares de big data, que coletam e consolidam uma infinidade de informações, simplificando o acompanhamento de indicadores e a tomada de decisões estratégicas.

Com as ferramentas apropriadas, é possível garantir a atração e retenção de talentos, a implementação de ações efetivas destinadas ao desenvolvimento de novas lideranças, a racionalização dos gastos com a carteira de benefícios e a redução das taxas de rotatividade e absenteísmo.

A verdade é que a tecnologia já é capaz de lidar com essa imensa quantidade de referências, produzindo conteúdo relevante para a área de recursos humanos. Porém, também é preciso repensar as atitudes de gestores e de profissionais de RH, pois as práticas de gestão de pessoas devem estar adequadas a essa nova realidade.

A partir dessa visão sistêmica, trazida pela análise de dados, é mais fácil construir um clima organizacional saudável e colaborativo — essencial para a competitividade do negócio.

Tecnologia voltada para o engajamento

A tecnologia pode auxiliar no engajamento dos colaboradores por meio de determinadas funcionalidades. Vale lembrar das próprias pesquisas de clima que, agora, são realizadas com muito mais agilidade e exatidão. Dessa forma, essas avaliações podem se tornar permanentes, com a utilização de aparelhos móveis, apps e redes sociais. Assim, o RH consegue evitar prejuízos, identificando e corrigindo desvios rapidamente.

As avaliações de desempenho também passam a ser mais dinâmicas com a tecnologia. Atualmente, os gestores são capazes de acompanhar o plano de metas, os resultados e a performance de todos, em tempo real. Isso garante o embasamento necessário para feedbacks mais consistentes.

Outro ponto importante é o fluxo de informações. Além das conhecidas intranets, dos portais e dos e-mails corporativos, é possível contar também com diversas alternativas para uma comunicação imediata e sem ruídos — como os aplicativos de mensagens e os softwares de gestão.

Além disso, os programas de treinamento também se tornaram mais eficientes, incluindo os conceitos de ensino a distância, e-learning e m-learning. A tecnologia permite que as equipes tenham experiências de aprendizagem modernas e personalizadas, que já se mostraram muito mais concretas do que as propostas generalistas de capacitação de equipes.

Esses programas consideram habilidades, preferências, vocações, ambições e deficiências de cada colaborador. Aliás, a análise de perfil comportamental também evoluiu muito com a chegada de sistemas específicos, que garantem um diagnóstico completo do profissional. Com esse tipo de avaliação, é mais fácil estabelecer critérios de seleção e eliminar a subjetividade dos processos de recrutamento.

Isso simplifica a definição de medidas que estimulem o desenvolvimento individual pensando, paralelamente, no plano de sucessão da empresa.

Soluções tecnológicas e produtividade

É importante compreender também que os índices de produtividade de um time estão intimamente relacionados à organização de todas as rotinas de trabalho. Por isso, é preciso eliminar improvisos, desperdícios, atrasos, gargalos, tarefas em duplicidade ou que não agreguem valor.

Com as soluções tecnológicas, é possível garantir mais agilidade e eficiência no dia a dia. Dessa forma, o capital humano também é mais bem aproveitado, pois todo o potencial intelectual e criativo dos colaboradores passa a ser explorado corretamente, sempre com foco nos objetivos corporativos.

Nesse contexto, estão as ferramentas colaborativas, que permitem a troca de informações instantaneamente, a delegação, o gerenciamento de tarefas e o compartilhamento de documentos de forma segura. Desse modo, qualquer arquivo pode ser acessado remotamente, descomplicando o cotidiano de equipes e gestores.

Além disso, essas soluções são indispensáveis para a interação entre o back e o front office, garantindo um maior alinhamento entre todas as áreas.

A tecnologia também contribui para a gestão do tempo. Existem vários aplicativos que facilitam a criação de listas de atividades e agendas online. Assim, é possível monitorar pendências, cronogramas, interdependências e ações concluídas ou em execução. Com isso, o profissional consegue administrar melhor seus projetos e prazos, alavancando a própria produtividade.

A cultura da inovação contribui para a diminuição dos erros e das urgências. Consequentemente, a empresa ganha em eficiência e consegue, ainda, elevar os índices de satisfação e de engajamento de colaboradores.

Além disso, é preciso frisar que cada segmento pode ter necessidades especiais, que incluem instalações, equipamentos, aparelhos mobile e softwares. Aliás, alguns setores dependem ainda mais da tecnologia, em especial aqueles voltados à pesquisa e desenvolvimento.

No entanto, o uso da tecnologia só é realmente eficaz se não houver a total virtualização da comunicação e, principalmente, dos relacionamentos. Por isso, diversos fatores não podem ser negligenciados, tais como o reconhecimento, o diálogo, a motivação, a inspiração e as avaliações de performance.

Essas práticas precisam estar apoiadas na pessoalidade e no contato, consolidando uma gestão mais humanizada.

Assim, é possível garantir o engajamento de colaboradores e, também, resultados excepcionais para a empresa.

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Daiane Rolim
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