Design Thinking é estímulo à criatividade e à empatia

A história ficou conhecida no mundo todo. O designer de produto na General Electric Doug Dietz, após projetar uma nova máquina de ressonância magnética, foi até o hospital onde o equipamento estava instalado para acompanhar o seu funcionamento. E para sua surpresa e descontentamento, constatou que a criação, com tecnologia altamente avançada, causava pânico nas crianças na hora de fazer o exame médico. Assim, ele percebeu uma falha importante em seu projeto: a empatia, ou seja, antes de gerar o produto deveria se colocar no lugar do usuário. Sem ficar na zona de conforto, Doug foi atrás de capacitação para criar soluções que colocassem as pessoas (usuários, clientes) no centro do desenvolvimento dos projetos. Daí surgiu um modelo de máquina de ressonância todo customizado com motivos infantis, a MR Adventure Discovery Series, que não só reduziu o temor das crianças como gerou nelas o desejo de voltar, como se o equipamento fosse um brinquedo.

Esse exemplo ilustra bem um método de trabalho utilizado em empresas de vários segmentos: o Design Thinking. Embora o nome possa remeter a ações voltadas ao design, estética e arte, a aplicação desse conceito é bem mais abrangente. Trata-se de um conjunto de processos que permitem aos responsáveis pela elaboração de produtos e serviços identificar problemas e oportunidades e gerar melhores soluções para atender às necessidades e às vontades dos clientes. Até mesmo aquelas de que os usuários ainda não sabem que precisam. Resumindo, é colocar as pessoas em primeiro lugar.

Uma referência para quem deseja aprender mais sobre o assunto é o livro Design Thinking – Uma Metodologia Poderosa Para Decretar o Fim Das Velhas Ideias, de Tim Brown, CEO da IDEO (empresa conhecida por utilizar esse conceito no desenvolvimento de produtos).

Ambientes criativos de trabalho

A SAP é um exemplo de empresa que utiliza o Design Thinking como uma ferramenta para inovar e cocriar em seus projetos. É uma prática globalizada da companhia, fazendo parte do seu DNA. Prova disso é que um de seus fundadores, Hasso Plattner, também criou o Hasso Plattner Institute of Design, que por sua vez é mantenedor da D.School, localizada na Universidade de Stanford e focada em desenvolver habilidades criativas nas pessoas. Adivinha quem frequentou essa escola? Ele mesmo, Doug Dietz, o cara da máquina de ressonância.

Aqui na ITS Group, embora já estejamos há anos alinhados à cultura do Design Thinking e da inovação, neste ano oficializamos esse método de trabalho com a inauguração de um espaço dedicado a fazer o conceito se expandir na nossa empresa, aflorando a capacidade inventiva dos nossos colaboradores.

Funciona assim: reunimos pessoas de várias áreas para que façam uma imersão em determinado projeto e possam encontrar novas e melhores soluções para os nossos clientes. Na sala, eles contam com vários recursos para trabalhar no projeto, mesclando o pensamento criativo com o corporativo. Tem de tudo um pouco. As mesas são móveis e as pessoas ficam de pé para sair da “zona de conforto”. Há uma grande variedade de materiais, como peças de lego, quadro-negro, giz, canetas, cartolinas e post-it, para simular, escrever, desenhar e interagir, sempre com uma música ambiente para descontração. Nos encontros, seguimos todas as fases do Design Thinking: entendimento, observação, definição, ideação, prototipação, teste e implementação. Mas nada é muito amarrado e nenhuma ideia pode ser descartada inicialmente. O ponto central, como escrevi antes, é a empatia. Nos colocarmos no lugar dos usuários de nossos produtos e serviços.

Quer conhecer nossa sala? Estamos de portas abertas para mostrá-la!

Lucca Ronchetti

Gerente de Marketing e Relacionamento com o cliente ITS.

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