Como implantar uma cultura de inovação entre os colaboradores?

Apesar de tentar inovar diariamente em suas respectivas áreas de atuação, por que tantas empresas falham nessa missão? A resposta é simples: para inovar, não basta ter a vontade de fazer diferente; tampouco é suficiente ter boas ideias (afinal, ideias criativas existem em qualquer companhia).

Algumas organizações conseguem implantar uma cultura de inovação nas suas equipes, e, com isso, as boas ideias não só aparecem com mais frequência, como também são executadas e aprimoradas da maneira certa. Assim, a busca por melhores resultados se torna realmente efetiva.

Inserir a inovação no DNA de uma companhia não é uma tarefa fácil — daí a necessidade de buscar processos que estimulem cada vez mais a existência de um ambiente capaz de trazer novidades e melhorias o tempo todo.

Você quer entender melhor como implantar uma cultura de inovação entre seus colaboradores? Então continue lendo este post.

Entenda o que é inovação

Antes de qualquer coisa, é importante compreender que inovação não é simplesmente algo pontual. Não se trata somente de trazer uma única novidade ou ideia criativa para a empresa. Na verdade, a inovação é algo constante. Ela exige organização, conhecimento e criação de processos que envolvam toda a empresa.

No mundo empresarial, inovar é garantir a criação de vantagens competitivas que assegurem a permanência no mercado por mais tempo.

Espalhe a cultura de inovação

É comum que, em diversas organizações, a inovação fique a cargo de um departamento específico ou de um grupo de colaboradores. No entanto, para desenvolver uma cultura de inovação, todos na empresa devem se sentir responsáveis por inovar.

Esse trabalho começa pelos próprios líderes. Eles devem ser as pessoas mais atualizadas da empresa, trazendo exemplos de inovações e incentivando a colaboração dos colaboradores.

Estimule a criação coletiva

Todo mundo sabe que a combinação de ideias é poderosa. É como diz o ditado: “duas cabeças pensam melhor do que uma”. A grande dificuldade é que, como líder, não basta ordenar que seus colaboradores trabalhem juntos para gerar ideias. Isso por si só não garante inovação nenhuma.

O importante é criar um ambiente no qual o trabalho em equipe seja natural. Ou seja, um ambiente informal e positivo, onde os colegas procurem ajudar uns aos outros a todo momento. Incentive as pessoas a mexerem em processos, derrube barreiras físicas (como divisórias entre departamentos) e mostre que toda ideia é válida.

Exercite diariamente

A cultura de inovação é como um músculo. Para que ela cresce e se desenvolva, precisa ser estimulada com frequência. Por isso, traga a inovação para o dia a dia da empresa. Fisicamente falando, inclua murais com sugestões nas salas, estimule o uso de quadros ou post-its para geração de ideias e até mesmo espalhe livros que possam ajudar nesse aprendizado.

Em termos de rotina, faça sessões de brainstorm periódicas e tenha conversas diárias com a equipe sobre novas ideias. Tudo isso vai ajudar a tornar a cultura e a gestão de inovação mais fortes, pouco a pouco.

Defina objetivos

Imagine que você criou um ambiente organizacional onde a inovação é mais do que bem-vinda. Sua equipe está empolgada, trazendo uma série de ideias e soluções inovadoras. Porém, as soluções parecem não se encaixar na realidade da companhia, afinal, ninguém sabe ao certo que tipo de desafio deve ser resolvido.

Esse problema é relativamente comum quando os colaboradores não conhecem os objetivos da inovação. É preciso que a equipe saiba onde precisa chegar, e é aí que entram os objetivos.

Pode ser que a empresa precise vender mais; pode ser que precise melhorar os processos internos; ou quem sabe o desafio seja reduzir custos. Ter claro qual é o objetivo sempre fará uma enorme diferença.

Além disso, as inovações devem estar alinhadas com a cultura do negócio. Em uma empresa extremamente conservadora, pode ficar difícil inovar. Por isso, é necessário refletir até mesmo sobre a missão e a visão da organização, revendo sua filosofia.

Determine métricas de inovação

Um dos pontos fundamentais para a cultura de inovação é a mensuração das iniciativas. Quando você tem instrumentos para medir o nível de sucesso dos projetos, fica muito mais fácil saber para onde direcionar os esforços dos colaboradores.

Por exemplo: ao implementar uma ideia que visa aumentar as vendas, é fundamental medir qual foi a porcentagem de crescimento; se a intenção for melhorar os processos internos, a equipe pode medir o tempo de execução do processo ou até mesmo o número de retrabalhos.

Inclusive, esta é uma etapa que pode ter a participação dos gestores. Principalmente para garantir que os objetivos de inovação estarão alinhados aos objetivos gerais da empresa.

Além disso, as metas devem englobar não só o resultado desejado, como o tempo necessário para alcançá-lo. Por exemplo: “aumentar as vendas em 10% dentro das próximas 6 semanas”.

Cuide dos processos diários

Pode parecer contraintuitivo, mas parte da cultura de inovação está ligada aos processos não inovadores, ou seja, as tarefas e as atividades da empresa que são totalmente operacionais ou mecânicas.

Quando a companhia consegue automatizar essas tarefas, os funcionários gastam menos tempo com elas. A consequência é que mais esforços podem ser concentrados em aspectos estratégicos, como a criação de novas ideias ou melhorias.

A equipe passa a se preocupar menos com o dia a dia e, dessa forma, também olhar mais para o futuro, gerando soluções criativas para os problemas ou oportunidades existentes.

Implemente um ciclo de inovação

Cada empresa tem sua própria maneira de inovar. Entretanto, é importante tentar consolidar processos. Ao organizar e “oficializar” o processo de inovação, ele se torna parte do dia a dia mais facilmente.

Algumas etapas que podem ser seguidas por você e sua equipe são:

  • identificação de oportunidades e problemas;
    • Quais são os problemas atuais da empresa?;
    • quais necessidades de melhorias existem nos produtos e serviços?;
    • quais processos têm falhas?.
  • geração de ideias;
    • Como podemos solucionar esse problema?;
    • Como outras empresas estão lidando com situações desse tipo?;
    • Se tivéssemos uma varinha mágica, qual seria a solução perfeita e direto ao ponto?.
  • filtro de ideias: após gerar muitas ideias, é hora de avaliar cada uma delas. O ideal nesse momento é agrupar ideias semelhantes para que elas possam ser combinadas, ganhando força;
  • desenvolvimento: depois de selecionar um pequeno grupo de ideias, é hora de implementá-las. Nessa hora, cada sugestão deve se transformar em algo palpável que possa ser testado na prática;
  • acompanhamento e melhorias: uma vez que as ideias são testadas, é possível acompanhar as métricas estabelecidas e ver quais delas foram bem-sucedidas. Ainda assim, não é preciso descartar imediatamente as ideias que deram errado, pois elas ainda podem ser melhoradas ou adaptadas.

Muitas pessoas ainda pensam que, para inovar, é preciso deixar a rotina e os processos de lado. A crença geral é que só assim as boas ideias virão. Porém, o que se nota nas empresas com forte cultura de inovação é o contrário: processos bem definidos e ambientes organizados, porém descontraídos.

Dessa forma, cria-se uma base sólida para o funcionamento da companhia. A partir daí, os funcionários podem trazer as mais diversas ideias e sugestões. Ou seja, quando o trabalho operacional está bem alinhado, sobra mais tempo e energia para inovar. Além disso, a automação de processos cria um ambiente propício para a inovação, já que o trabalho da equipe passa a ser mais estratégico.

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Eliziel Rodrigues
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