Como a metodologia Seis Sigma pode trazer inovação para o agronegócio?

Você sabe o que significa Seis Sigma ou nunca sequer ouviu falar sobre o termo? Essa é uma metodologia capaz de fazer a diferença dentro de uma empresa que busca inovação de processos independentemente do seu ramo de atuação.

Se você ficou curioso, então leia este post para compreender como a Seis Sigma funciona, além de saber como ela pode ser de extrema utilidade para seu negócio. Acompanhe:

A metodologia Seis Sigma

O Seis Sigma nada mais é do que um programa de melhorias que tem ajudado as empresas a reduzirem consideravelmente seus custos por falhas de processos, além de oferecer meios para que elas aumentem de maneira significativa a satisfação de seus clientes, gerando lucro operacional.

Trata-se de um programa de melhoria de processos inteiramente baseado numa metodologia de solução de problemas. Nele, o conceito principal é estabelecer uma métrica universal capaz de medir defeitos por meio da criação de uma escala com o objetivo de definir o que chamamos de Sigma da empresa em questão.

Nesse caso, quanto maior é o nível de sigma dessa empresa, maior é a qualidade de seus produtos e serviços.

Os níveis de Seis Sigma

De uma maneira mais didática, podemos imaginar determinada empresa e seu nível de Sigma relacionando os defeitos dela em relação a um milhão de peças produzidas ou processos de serviços executados.

Assim, se uma empresa está no nível 2 e tem cerca de 300 mil defeitos para cada milhão, trata-se de uma empresa não competitiva que precisa reduzir esse número consideravelmente.

Quando essa empresa apresentar nível de Sigma 3, ela terá em torno de 66 mil defeitos por milhão; já no nível 4, por volta de 6 mil defeitos por milhão; consequentemente, no nível 5, serão 233 defeitos por milhão; e, finalmente, quando ela estiver no nível 6, apresentando 3,4 defeitos por milhão, ela chegará ao valor considerado ideal para dar prosseguimento às suas atividades — e a esse valor é dado o nome de Seis Sigma.

Em síntese, o Seis Sigma é aquilo que as empresas buscam idealmente, pois quanto menor o número de defeitos existentes numa produção ou num serviço, maior é a sua eficiência operacional.

Um caso prático

Considere uma empresa que possui um faturamento anual de cerca de R$ 100 milhões. Imagine que essa mesma empresa gasta por volta de 25% de seu faturamento total para garantir a qualidade do produto que oferece a seus clientes.

Caso ela tenha R$ 10 milhões de lucro operacional, considerando que ela gasta 25% na qualidade, se ela conseguir reduzir esse valor para 20%, concluímos que ela gerou uma economia de R$ 5 milhões.

Nada mal se considerarmos que essa economia pode ser repassada para o lucro operacional. Consequentemente, em vez de ter R$ 10 milhões, essa empresa passa a ter o lucro operacional de R$ 15 milhões.

Essa é uma das grandes vantagens financeiras que o Seis Sigma é capaz de oferecer para as empresas.

A DMAIC

O Seis Sigma utiliza uma tecnologia conhecida como DMAIC — uma sigla para a expressão inglesa define, measure, analyse, improve and control (definir, medir, analisar, melhorar e controlar, em português). Essa metodologia é a base do Seis Sigma e funciona da seguinte maneira:

  • define: nesta etapa, você estabelece os objetivos do projeto e os seus indicadores de desempenho, ou seja, as suas metas financeiras;
  • measure: nesta etapa, você deve entender o momento atual do processo, além de coletar dados confiáveis sobre o seu desempenho e o custo que será utilizado para resolver os problemas;
  • analyse: nesta etapa, você identifica as causas que afetam as variáveis associadas de entrada e de saída e descobre onde, exatamente, estão as causas dos problemas;
  • improve: nesta fase, você testa opções para resolver os seus problemas. Ao experimentar determinadas teses é possível chegar a melhorias ao mesmo tempo que seleciona e executa a implementação do processo;
  • control: nesta fase, você estabelece procedimentos para garantir a manutenção dos resultados que foram alcançados ao longo de todos os processos.

O treinamento de pessoal

Dentro da metodologia Seis Sigma, é fundamental o treinamento das pessoas. E nesse treinamento existem basicamente 3 tipos de especialistas envolvidos, que são os chamados green belts, black belts e master black belts:

Os green belts

São aqueles que recebem treinamento básico dentro da metodologia Seis Sigma, ou seja, apenas possuem conhecimento de como funciona o DMAIC.

Os black belts

São aqueles que possuem um treinamento mais aprofundado em relação às técnicas Seis Sigma, treinamento que envolve a questão da liderança, pois são eles que serão os agentes das mudanças que são necessárias dentro do processo.

Os master black belts

É o nível mais alto, que diz respeito aos profissionais ainda mais especializados que os black belts e que, dentro da empresa, serão os responsáveis pelas iniciativas de Seis Sigma. Normalmente as empresas possuem um master black belt para fazer o gerenciamento todo do processo.

A importância da Seis Sigma no processo de inovação agrícola

Como visto, a Seis Sigma é uma metodologia capaz de melhorar os processos dentro de uma empresa. Isso pode ser feito a partir da melhora do desempenho — seja em relação à qualidade, à produtividade ou à redução dos custos — ao identificar e auxiliar na eliminação de defeitos presentes nos processos.

Consequentemente, o Seis Sigma é capaz de ajudar também a melhorar a administração da empresa e na organização como um todo. Para atingir a inovação, é fundamental eliminar focos de problemas, de maneira a garantir o máximo desempenho possível.

Enfim, para que a sua empresa consiga produzir com maior grau de eficiência, é fundamental que ela conte com metodologias capazes de eliminar problemas e auxiliá-lo a se concentrar na sua produção. Sendo assim, nada melhor do que contar com a metodologia Seis Sigma, visando reduzir as dificuldades para que a inovação no agronegócio seja o único foco de sua atenção.

Agora que você já sabe de que maneira a metodologia Seis Sigma pode trazer inovação para o agronegócio, leia o post “Lean thinking: como aumentar a produtividade e reduzir custos no agronegócio?”!

Marcos Bernardes
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