3 tendências de inovação para o agronegócio

Por se tratar do segmento mais significativo do Brasil, os gestores do setor estão sempre em busca das tendências de inovação para o agronegócio. Somente em 2015 os negócios do campo representaram 25% do produto interno bruto (PIB), de acordo com dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). E as perspectivas são as mais favoráveis. A previsão é de um crescimento entre 1,5% e 2,2% em 2016, mesmo com o país em crise. Um dos responsáveis por esta boa notícia, dizem muitos especialistas, é o uso da tecnologia. Pensando nisso, listamos três novidades tecnológicas que farão do agronegócio brasileiro um dos mais promissores do mundo nos próximos anos. Acompanhe.

1. Big Data: informações úteis para o negócio

Big Data há algum tempo deixou de ser um chavão para o agronegócio. Cada vez mais, empresas do segmento têm assumido o desafio de descobrir como obter e interpretar dados para facilitar o dia a dia no campo, ganhar competitividade e lucratividade.

Com tecnologias que façam comparações com dados do passado e facilitem estimativas  é possível, por exemplo, prever preços de vendas das safras, fazer melhorias nas colheitas a partir de informações metereológicas, entre tantas outras possibilidades.

Começa-se a potencializar o que se convencionou chamar de agricultura de precisão, que nada mais é do que a utilização de soluções tecnológicas para analisar a variabilidade do solo e do clima implementando uma automação agrícola que permita o dosar adubos e agrotóxicos. Tudo isso dá ao agronegócio muito mais inteligência e estratégia para potencializar resultados.

2. Robótica: mais rapidez e precisão

O uso de robôs ou máquinas automatizadas no lugar dos seres humanos para processar informações ou para realizar tarefas físicas vem se intensificando.

Quando se menciona robôs, a maioria das pessoas pensa de uma linha de montagem com braços de robô construindo carros. Mas robótica é muito mais do que isso. Para se ter uma ideia, ela pode ser usada na forma de um software de reconhecimento de voz que responde a perguntas verbais de pessoas; ou ainda como um sistema que processa os dados e faz recomendações para práticas de produção.

Em certo sentido, estes softwares podem ser pensados como uma espécie de gerente de campo virtual. Nos próximos anos, sistemas imitando a tomada de decisões de um gestor se tornarão cada vez mais importantes no campo. E isso se dará principalmente em razão do desafio do Big Data. Soluções de processamento de dados já podem ser usadas para enviar alertas para os gerentes de campo sobre eventos importantes, como o mau tempo, por exemplo.

Os especialistas dizem que o papel mais clássico de robôs também se tornará evidente no agronegócio, mas a um ritmo bem mais lento. Máquinas autônomas que são controladas remotamente usando telemática começarão a aparecer em um papel limitado nos próximos anos. Estas máquinas primeiro serão utilizadas em tarefas simples, repetitivas, tais como para a carga e descarga dos insumos. Eventualmente, poderão assumir a forma de tratores autônomos para o plantio de sementes, fertilizantes espalhamento, aplicação de produtos químicos e colheita das culturas.

3. Drones: dirigíveis com controle remoto

Da contagem do gado à pulverização de defensivos, os drones estão cada vez mais ganhando espaço no campo. Com eles é possível capturar imagens de alta precisão no campo, cobrindo até centenas de hectares/acres em um único voo. E isso sem os custos e incômodos de serviços tripulados, com mais resolução do que imagens de satélite fornecem, mesmo quando não há cobertura de nuvens.

Drones são muito eficazes no recolhimento de dados para ajudar os agricultores a melhorar a saúde das culturas. Equipados com sensores, voam sobre um campo para coletar as medições da altura da planta por meio da coleta de informações que vão desde o dossel da planta até o solo abaixo.

Além disso, também criam mapas de satélite que podem ajudar os agricultores a tomar decisões sobre fertilizantes – uma das principais preocupações dos profissionais do campo, por representarem boa parte dos custos de produção. Com sensores de alta tecnologia, esses dispositivos absorvem perto de comprimentos de onda infravermelhos e são capazes de mostrar em quais áreas podem ser necessárias a aplicação de nitrogênio e fósforo, por exemplo, ou ainda onde há um excesso de nutrientes. Dessa forma, a aplicação de fertilizantes se torna altamente precisa, ajudando os agricultores a aumentarem produção e eficiência, garantindo rendimentos mais elevados.

Há outras tecnologias que você conhece que já estão trazendo resultados ao agronegócio? Deixe seu comentário.

Marcos Bernardes
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