3 dicas para tomar decisões estratégicas

Tomar decisões estratégicas é um desafio diário. Apesar de todo o avanço das técnicas de administração, muitos gestores ainda baseiam suas ações na intuição – o chamado feeling – ou em um suposto empirismo. Dessa forma, as chances de fracasso crescem exponencialmente. Mas como fugir dessa armadilha e estabelecer uma linha de atuação focada nos resultados? Como tornar o processo de tomada de decisões mais racional?

O primeiro passo para tornar o processo de tomada de decisões estratégias eficiente é dispor de informações confiáveis para embasar a ação do gestor. A informação assume a condição de recurso estratégico – indispensável para o sucesso de qualquer negócio. Ela pode ser reunida de diversas formas, porém mais importante do que obter informações é a capacidade de análise e processamento dos dados. De nada adiantam relatórios, projeções e estudos, se não há uma análise e uma avaliação meticulosa das informações. Portanto:

1. Analise as informações coletadas 

Cada caso requer um método e um período para coleta dos dados. Por exemplo, a decisão de abrir uma ótica em determinado bairro do Rio de Janeiro deve ser precedida do estudo da viabilidade econômica do empreendimento. Informações acerca de concorrência, mercado, público-alvo e perfil demográfico ajudam a estruturar o plano de negócio. Já ampliar o volume de recursos destinados a ações de marketing exige o estudo de relatórios e análises a respeito do retorno que isso trará. Independentemente da situação, cabe ao gestor pensar de forma holística e agir de forma racional. Portanto, a primeira dica é extamente essa: analise as informações coletadas.

Embora dados consistentes possam demorar mais tempo para serem reunidos, quanto mais informações de qualidade o gestor considerar, mais rápida e segura será a tomada de decisão. O tempo despendido na coleta de dados será compensado posteriormente com uma análise mais ágil. O caminho mais indicado é apostar em sistemas integrados de gestão, que têm a capacidade de processar todas as informações.

2. Atualize suas ferramentas 

Em um cenário econômico complexo, a análise dos dados requer a utilização de ferramentas sofisticadas – algo que boa parte dos empresários não dispõe. Métodos ou modelos de projeções utilizados há anos dificilmente atendem às necessidades dos dias atuais. O gestor tende a entrar em uma zona de conforto, baseando suas decisões apenas “no que sempre funcionou”, sem levar em consideração as mudanças do mercado ou o crescimento da empresa.

As ferramentas básicas apresentam limitações. Elas não funcionam em cenários desconhecidos, como o lançamento de um produto ou a mudança do modelo de negócio. Por isso, o segundo conselho é: atualize suas ferramentas. Como gestor você necessitará de instrumental novo e adequado às demandas que surgirão. Manter em uso antigas ferramentas certamente o levará a cometer erros de avaliação e a traçar estratégias equivocadas.

3. Faça relatórios

Não se esqueça de fazer relatórios. No que se refere ao aspecto financeiro, a tomada de decisão tem como base o acompanhamento do fluxo contábil da empresa, levando-se em consideração questões como a expansão ou retração do mercado, receitas, despesas e saldo. Os relatórios antecipam tendências e auxiliam no planejamento identificando possíveis perdas e apontando rotinas mal executadas ou problemas nos procedimentos adotados.

Em um cenário de crise econômica, a responsabilidade do empresário é ainda maior. Qualquer erro de avaliação pode representar prejuízos e colocar em risco a saúde financeira do negócio. Assim, reunir o máximo de informações, analisá-las com as ferramentas adequadas e acompanhar o fluxo financeiro da empresa por meio de relatórios são algumas das formas de garantir a uma tomada de decisão mais segura.

Paulo Ronchetti

CEO ITS

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